BLECAUTE 19!

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Editorial

Habemus Blecaute!

     Ave! Finalmente sai a 19º Revista Blecaute! Antes tarde do que nunca, gostaríamos de justificar nosso injusto atraso com uma data vênia: alguns dos nossos editores estiveram, por estes meses, assumindo atividades diversas, passando por mudanças geográficas e pessoais. Foi tamanha a mudança que a Revista Blecaute, a partir deste primeiro número de 2015, passará a ser semestral. Isso mesmo, com vistas a garantir a mesma qualidade de sempre e, apesar de nossas múltiplas atividades, também buscando se adequar aos projetos dos editores, a Blecaute optou por ser uma revista semestral, como aliás é costume entre publicações de viés acadêmico e literário. Esperamos, com essa mudança, a compreensão e o mesmo carinho de todos os leitores que nos acompanham nestes quase sete anos de atividades.
Com a periodicidade semestral, a Blecaute também busca se constituir como um espaço de debates e discussões mais elaboradas, abrindo maior espaço para a crítica literária, artigos acadêmicos, resenhas e ensaios. De acordo com o conceito Qualis conferido pela CAPES (Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) à Revista Blecaute, obtivemos a distinção B5 em Literatura/Linguística, o que nos qualifica, sendo a Blecaute uma revista que não se encontra associada a nenhuma universidade. Acadêmica e também literária, a Blecaute prima pela qualidade dos contistas, poetas, críticos, artistas e demais intelectuais que nos honram com a publicação de um material de qualidade, merecedor dos olhos criteriosos de nossos leitores.
É com esse clima de retorno que brindamos ao leitor com um conto exclusivo do escritor Bráulio Tavares, e ainda com a publicação de um trecho do romance vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura 2015, Ascensão e Queda, da autoria de Wander Shirukaya. Nesta mesma edição, contos de Nathalie Lourenço e Julia Antuerpem reatualizam a Blecaute dentro da cena literária paulistana, apresentando uma amostra de duas boas escritoras do gênero. Entre os colunistas, Reynaldo Bessa homenageia Gabriel Garcia Márquez e Valdênio Menezes rendem messes às saudades na coluna O Aeropago. Sem contar Franklin Jorge, que nos deleita falando de Virginia Woolf; Welligton Medeiros, sobre o inventivo artista Luiz Barroso. Somam-se, ainda, as colunas visuais de Raoni Xavier e Will Simões, parceiros queridos da revista. São muitas emoções para um só retorno!
Na poesia, um painel de alguns dos mais representativos poetas da jovem literatura brasileira contemporânea: Diego Callazans, Vanessa Regina, Diego Mendes e Belle Júnior estão na companhia do experiente poeta e crítico literário paraibano Hildeberto Barbosa Filho. No ensaio, temos um dos mais importantes estudiosos da literatura de cordel, Aderaldo Luciano, paraibano radicado no Rio de Janeiro, além dos jovens escritores e mestres em literatura pela Universidade Estadual da Paraíba, Sidney Andrade e Jonhniere Ribeiro, que esboçaram estudos sobre ficcionistas paraibanos. Sem esquecer o artista Jos-One, revelação das artes visuais campinenses, ilustrando a nossa volta depois de muitos meses de ausência, compomos um belo quadro nesta edição.
Diante de um clima de diversidade e retorno às atividades, a Revista Blecaute preparou um sumário com a melhor e mais diversa equipe de autores selecionados para esta edição. Inaugurando a revista com o conto de Bráulio Tavares não seria, por fim, menos emblemático devotar ao mestre da literatura fantástica brasileira nossa mais sincera homenagem. Bráulio foi o ganhador do Prêmio Blecaute de Literatura em 2014, sucedido por Maria Valéria Rezende em 2015, que já publicou em edição passada.
Bráulio abre a revista com honrarias e distinções. Nada mais que o merecido para um grande escritor entre tantos outros.

Boa leitura!